peMas a impossibilidade que os peões tem de retroceder não aumenta somente a sua vulnerabilidade. Na realidade como conseqüência desta falta de mobilidade, existe o fator estático das forças presentes, que se opõe as peças, que são dinâmicos.

Esta oposição entre peões e peças – inclusive do mesmo lado – deriva essencialmente do fato de que os peões interceptam as linhas (colunas, diagonais e fileiras) que as peças precisam para se ativar.

Este fator estático dos peões determina a medida de seu papel na partida. Constituem, por assim dizer, a topografia deste campo de batalha. Pelas cadeias que compõem e as linhas que deixam abertas, formam as montanhas e os vales de cada posição. São eles que determinam os obstáculos que as peças devem desviar, os baluartes que devem ocupar e as vias de comunicação que devem ter. Por este motivo também iniciamos uma série sobre Estrutura de Peões, aqui no blog. Vale a pena conferir.

A razão pela qual os peões são tão eficazes para ganhar espaço, reside no fato de que uma casa atacada por um peão, não pode ser ocupada – a não ser que haja um sacrifício – por uma peça de mais valor. É na sua debilidade, portanto, que reside a sua força, já que na medida que avançam, se bem protegidos pelas peças, rechaçam gradualmente as forças inimigas e rompem com sua coordenação.

Uma cadeia de peões centrais que avançam em circunstâncias ideais se converte em um verdadeiro rolo compressor.

Varela

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